
Perguntas sobre a utilização de armaduras suplementares no PROFIS Engineering

Esta é a segunda parte da série de artigos que abordam as perguntas frequentes relacionadas com o PROFIS Engineering. Pode consultar a parte anterior a partir da seguinte ligação.
1. O que acontece quando se fixa numa laje com armadura de malha? É necessário efetuar duas verificações separadas para considerar a armadura suplementar em ambas as direções?
A verificação da rutura do bordo de betão deve ser feita em cada direção, uma vez que a armadura suplementar só é eficaz na direção perpendicular ao bordo. Se os varões da armadura forem retos, então é necessário um comprimento de ancoragem no interior do corpo de rutura do betão de 10 vezes o diâmetro, no mínimo.
2. Ao calcular a força adicional devido à excentricidade da carga de corte, parece ser a profundidade total da secção de betão que influencia esta situação. Porque é que isto acontece e a profundidade de embebimento da ancoragem não é relevante para o cálculo desta força?
A força de corte adicional devido à excentricidade tem em conta a profundidade total da secção de betão. Isto deve-se ao facto de a carga de corte na armadura ter de estar em equilíbrio com as forças de compressão no betão. A profundidade de embebimento (hef) é relevante principalmente para determinar o braço do binário (z). De acordo com o Eurocódigo 2-4, secção 6.4.3 (1), o braço do binário pode ser considerado como aproximadamente 0,85*d, onde d é limitado a min (2 x hef, 2 x c1).
3. Onde posso encontrar o fator k8 indicado na fórmula (7.39) do EC 4-2?
Na ETA correspondente (k8 igual a 2 por defeito para hef maior que 60mm e k8 igual a 1 para hef inferior a 60mm).
4. A resistência de interação é reduzida em 1/3 com uma armadura suplementar?
O expoente de interação é 2/3, pelo que a interação é significativamente reduzida se existir uma armadura suplementar apenas para o corte. Se existir uma armadura suplementar apenas para tração, a interação também é reduzida. O único caso em que a interação não é reduzida é se a armadura suplementar existir tanto para cargas de tração como de corte.
5. Porque é que o comprimento de ancoragem l1 não leva em conta a parte vertical da armadura com gancho? Parece ter em conta apenas o comprimento na superfície do betão
A forma do varão é considerada. Se houver um gancho, o comprimento pode ser reduzido.
6. É possível colocar armaduras em duas direções num canto?
Atualmente, isso não é possível. É algo que poderemos vir a desenvolver num futuro próximo.
7. Se eu definir uma carga paralela ao bordo no PROFIS Engineering (por exemplo, 10kN), porque é que o software efetua uma verificação da rutura do bordo com cerca de metade da carga para a armadura suplementar?
Com base na EN 1992-4, é dado um fator de majoração de 2, para a força de corte paralela ao bordo. No lado das forças atuantes, isto corresponde à metade da carga que é aplicada em direção ao bordo na direção da armadura suplementar.
8. No caso de uma ancoragem não ser colocada exatamente no meio entre dois varões, a dimensão l1 será verificada para cada varão separadamente?
Sim. Todos os varões são verificados e o relatório indica a utilização mais elevada.
9. Existe alguma forma de saber a capacidade resistente residual da armadura existente, que possa ser utilizada como "armadura suplementar"?
Não. Temos de contactar o projetista responsável para determinar se existe capacidade disponível.
10. A armadura suplementar pode ser pós-instalada, ou seja, utilizando os princípios do varão com RE 500 em furos efetuados à volta da ancoragem?
O alerta que este procedimento levanta é a provável falta o reforço de superfície que, de acordo com o modelo, é necessário para o equilíbrio.
11. Se a direção da betonagem não for conhecida, existe uma direção padrão que devemos utilizar / devemos utilizar a direção que proporciona o resultado mais conservativo? Porque é que a direção da betonagem desempenha um papel tão importante?
O rácio de aderência é regulado na EN1992-1; 8.4.2. A posição e direção dos varões da armadura de reforço em relação à altura da estrutura de betão e direção da betonagem desempenham um papel importante. Com varões horizontais e uma estrutura de betão fina (por exemplo, uma laje com espessura inferior a 250 mm), considera-se que todas as posições proporcionam uma boa aderência. Com uma estrutura de betão alta, como um pilar (superior a 600 mm), considera-se uma fraca aderência nos 300 mm superiores e uma boa aderência nos restantes. Para estruturas de betão com uma altura de 250-600 mm, assume-se que os 250 mm inferiores têm uma boa aderência. A norma baseia-se na experiência de quão bem/mal o betão pode ser vibrado, tendo em consideração o procedimento de betonagem.
12. O PROFIS Engineering pode ilustrar o efeito da armadura suplementar na solução da chapa de fixação flexível?
Sim. E o relatório é bastante completo! No entanto, é mais fácil modelar a armadura no modo rígido primeiro, antes de passar para o CBFEM (Modelo de Elementos Finitos).
13. Em que versão do PROFIS Engineering está disponível a armadura suplementar?
A armadura suplementar está disponível em ambas as versões do PROFIS Engineering - PREMIUM e STANDARD. Pode iniciar a sua versão gratuita do software aqui, ou visitar o nosso site para mais informações.
Se quiser tiver outras perguntas sobre a utilização do software, pode ler a Parte 1 aqui.
Se quiser saber mais sobre a norma EN 1992-4, visite a nossa página dedicada aqui.
Se tiver dúvidas adicionais, pode contactar a nossa Equipa de Engenharia de Apoio Técnico para assistência e apoio, através do e-mail: engenharia.pt@hilti.com
Também é possível deixar um comentário neste artigo, fazer sua pergunta na comunidade, ou aprimorar os seus conhecimentos e competências através dos nossos Webinars ou sessões técnicas de formação.
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